Após
uma noite de insônia, Antonio abre seus olhos depois de um pequeno cochilo,
verifica as horas no relógio de cabeceira e decide levantar-se, afinal já eram
seis da manhã duma segunda-feira e tinha que trabalhar, segue rumo ao banheiro,
olhando-se ao espelho reparando nas suas olheiras de uma noite mal dormida. Ele
escova os dentes e lava o rosto.
Neste
momento a campainha é tocada insistentemente, ele pega a toalha de rosto e
segue rumo à porta, ao mesmo tempo a campainha silenciou-se, olha pelo visor da
porta e não vê ninguém, passa a mão na tranca e a destrava, abrindo-a leva um
susto, um homem caído de bruços em sua soleira, rapidamente dá uma olhada para
os lados e constata que não há ninguém no corredor do andar. Abaixa-se é toca o
homem, descobre que é seu vizinho da esquerda, o senhor José Almeida e sente um
molhado em sua mão direita, quando a vê, ela está completamente vermelha, era
sangue. O seu José Almeida estava esfaqueado no abdômen, Antonio retira a faca
do corpo e a deixa cair ao chão, sem poder fazer mais nada para ajudar o seu
vizinho, pois este já era um cadáver. Antonio levanta e limpa a mão
ensanguentada na toalha de rosto, corre para o telefone e disca para a central
da polícia, após duas horas de muita confusão.
Antonio
Matta estava sentado na frente do delegado, sendo acusado de assassinato.

Gostei muito de sua publicação. Bem interessante o estilo. Tenho dificuldade em escrever assim.
ResponderExcluirLegal que alguém gostou, afinal dei a estória um tom mórbido e nem todos gostam disso... Para escrever assim, e treino, e muita leitura de suspense e dvds de terror, rsrs...
ResponderExcluirAbraços...