Caro leitores, os textos a seguir, são
crônicas fictícias
e fazem parte da atividade proposta pelo
curso:
“Programa Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade”
2ª edição/2012.
Cada aluno tem por finalidade a construção de uma crônica com
objetivos bem determinados em sua produção, com elementos constituintes do
respectivo gênero textual. Os textos foram dispostos por ordem de publicação;
vejamos agora o estilo de cada cursista:
Um cadáver na minha porta.
Por Zuleica Tani
Acordei com o
despertador, lavei o rosto e ouvi a campainha.
Espere aí! Morto não
toca campainha... Quem será que tocou? Ou o morto morreu naquela hora, ali,
coladinho na minha porta?
Ai, ai... Mas
voltando a retrospectiva...
Atendi a porta. Vi o
defunto e... Entrei em PÂNICO: gritei, pulei, chorei, andei em círculos e
formei um buraco no meio da sala. Tapei o buraco, respirei fundo, me acalmei e
fiz a única coisa lógica até então: chamei a polícia. Acho que tudo isso
demorou uns... 500 minutos, mais ou menos...
Bem, o jeito é
esperar... Acho que vou tomar um banho... O morto não vai sair de lá mesmo...
Ah... Olha a sirene
da polícia. Vou abrir a porta e...
Quase morri do
coração: do lado de fora a minha turma agrupada gritando Halloween...
Não deu outra...
Entrei em PÂNICO:
gritei, pulei, chorei, andei em círculos e formei um buraco no meio da sala.
Tapei o buraco, respirei fundo e sai correndo feito louca, com uma vassoura na
mão, atrás dos meus amigos engraçadinhos...
A Rotina.
Por Tatiana Monti
Acordara mais cedo
naquele dia, antes mesmo do relógio despertar. Ficara alguns minutos deitada,
olhando os números do relógio mudar até que resolveu levantar-se. Como de
costume, foi ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.
Foi nesse momento que
ouviu a campainha da porta tocar. Quem seria àquela hora da manhã? Tão cedo!
Caminhou até a porta e perguntou quem era. Não houve resposta. Olhou pelo olho
mágico e não enxergou ninguém. Deve ter sido uma das crianças do apartamento
vizinho, só “de farra”, pensou. Resolveu abrir a porta e levou um susto: havia
um homem caído no tapete da entrada. Estava de terno, limpo, parecia ser pessoa
de bem. Resolveu checar a pulsação, não havia nenhuma e o corpo parecia
enrijecido. Se estiver assim, a morte deveria ter ocorrido há algum tempo.
Ficou em pânico, sem saber o que fazer. Como uma coisa dessas estava
acontecendo com ela, uma pessoa metódica e perfeccionista, que valorizava tanto
a rotina? Foi a passos bambos, cambaleando até o telefone. Discou 190. Jamais
imaginou que um dia discaria esse número. Uma voz impessoal atendeu. Sem saber
como começar o chamado, perguntou quem estava falando. Que idiota isso agora
não tem importância! Resolveu ir direto ao assunto: “acabei de encontrar um homem morto
na porta do meu apartamento e não sei o que fazer...” O policial perguntou se era alguma
brincadeira de mau gosto, ao que ela respondeu que não era uma pessoa desse
tipo, que brinca com coisa séria. O policial pediu então a identificação e o
endereço dela, informou que estava enviando uma viatura e desligou. Ainda com o
fone na mão, deu uma olhada na direção da porta e levou um susto: o homem
estava de barriga para cima e ela tinha quase certeza de que, quando abrira a
porta, ele estava de bruços. Um arrepio percorreu a sua espinha. O que seria
aquilo tudo, meu Deus?! Sentou-se na poltrona para esperar pela polícia sem
desgrudar os olhos da porta. Estava suando frio e o coração palpitava. Respirou
fundo e tentou se acalmar, não deu certo. Olhou para o relógio da parede: seis
e vinte da manhã. Ouviu o barulho do elevador e levantou-se. Foi até a porta,
escutou alguns passos e novamente o barulho da porta do elevador. Seria
possível alguém passar pelo cadáver e entrar no elevador sem notá-lo?
Voltou a sentar-se.
Mais dez minutos e novamente o barulho do elevador e de passos, dessa vez
vinham na sua direção. Um homem uniformizado parou em frente a porta e chamou-a
pelo nome: “Senhora Lúcia?”. Ela fez um gesto afirmativo com a cabeça. Os
cabelos compridos balançaram também. Ficaram, por alguns instantes, se olhando
fixamente. Ela então explicou o que havia acontecido e pulou, de propósito, a
parte sobre a posição do corpo. O policial examinou o homem e constatou, na mão
do morto, uma nota de dólar amassada. Era a mesma situação do crime cometido no
mês anterior e que a investigação provou ser queima de arquivo. Retirou o
telefone do bolso e passou algumas instruções para a retirada do cadáver.
Quando desligou, pulou por cima do cadáver em direção à Lúcia. Ela já nem
lembrava mais do morto. O cheiro da loção de barba daquele homem era
inebriante, delicioso e os olhos, meu Deus!...
Parecia que ela
causava a mesma boa impressão nele, que não retirava os olhos (lindos) dela.
Ofereceu a ele uma xícara de café e começaram a conversar. O tempo passou e
eles nem perceberam. Quando o telefone dele tocou, chamando-o de volta à
delegacia, ela o acompanhou até a porta. Os dois nem se deram conta de que o
corpo já não estava mais lá, se despediram e ele foi embora, com o telefone de
Lúcia anotado em sua agenda e o coração carregado de sonhos. Para Lúcia, um dia
que parecia ter sido um verdadeiro horror, prometia coisas muito boas...
Alô, em que posso ajudar?
Por Rodrigo
Abre os olhos,
consulta o relógio de cabeceira são 8 da manhã, hora de levantar. Levanta-se e
vai ao banheiro, escova os dentes, lava o rosto, ouve a campainha.
Quem será a está
hora? Será cobrança, será testemunha de Jeová, ou será meu cunhado aquele
folgado? Caminha até a porta, olha na fechadura, abre a porta, vê um homem
caído. Corre o olhar em torno, constata que não há mais ninguém no
corredor. Abaixa-se, toca o homem com os dedos, sente que o corpo está frio e
rígido, percebe que é um cadáver, corre para o telefone e disca o número da
central da polícia. No entanto, ele não sabia que precisaria de muita paciência
para que mandassem um policial verificar a ocorrência. Alô! Bom dia, em que
posso ajudar? Alô, aqui é Manoel, tem um cadáver em minha porta. Como? Um
cadáver! E como ele esta? Morto. E como o senhor sabe? Porque ele está frio e
rígido. Tudo bem, me passa seu endereço, por favor. O endereço é... Tutututututututututu
caiu à linha. Manoel liga novamente: Alô, em que posso ajudar? Aqui é o Manoel,
tem um cadáver em minha porta. E como ele esta? Morto. Como o senhor sabe?
Porque ele está frio e rígido. Tudo bem, me passa o endereço do senhor, então.
Meu endereço é Rua Antônio...
Tutututututututututu.
Mais Uma vez cai a linha. E novamente, Manoel tenta ligar para a polícia, e
isso se repetiu por mais umas dez vezes, até que ele se enfezou de vez: Alô, em
que posso ajudar? Vai se lascar, estou tentando falar que tem uma “porra” de
cadáver na minha porta há horas, e você não vem aqui retirá-lo, parece
atendente de telemarketing, que quando queremos cancelar algo, leva horas para
nos atender. Eu tenho que trabalhar. Já estou cansando de responder a mesma coisa
sempre. Agora sabe o que você faz seu “corno”? Liga ai à televisão e vê onde
tem um corpo perdido.
O cadáver e a casca de banana.
Por Solange Bomfim
A manhã estava quente
e aquele jovem adormeceu em cima de muitos livros em sua escrivaninha. Acordou
assustado com o barulho do despertador e bem sonolento, foi ao banheiro escovar
os dentes, passou uma ligeira água em seu rosto. Foi até a cozinha e sem
coragem para fazer um cafezinho, restou-lhe como opção tomar café requentado,
pois estava morto de cansaço de tanto estudar. Pegou sua mochila, observou o
relógio, percebeu que estava um pouco atrasado. Destrancou a porta e ao
abri-la, leva um grande susto. Ficou branco, pálido, o coração disparado,
começou a tremer e sem entender, olhou incrédulo aquele homem deitado bem
próximo de sua porta, de expressão fria, olhar parado em cima de seu rosto.
Perguntou-lhe então:
– O senhor está bem?
Como ninguém responde, resolveu tocá-lo e, ao sentir o corpo daquele homem frio
começou a gritar. O grito chamou a atenção de seus vizinhos que resolveram ver
o que estava acontecendo. Entrou novamente em seu apartamento e ligou para a
polícia. E todos perguntavam o que havia acontecido. Ao sair, não sabia
responder. Constrangido, meio atrapalhado, lembrou que tinha que dar um jeito
de sair dali rapidamente, pois sua prova começava em 10 minutos e ainda tinha
que pegar um ônibus para chegar ao colégio. Não podia esperar a chegada da
polícia, afinal tinha exames em outras duas matérias e apesar de sentir muita
compaixão por aquele homem, nada mais podia fazer para ajudá-lo. Resolveu então
sair de fininho para que ninguém achasse que o culpado fosse ele, afinal só
conheceu aquele homem naquele momento, nada sabia dele, nem muito menos como
foi parar em sua porta. Resolveu então correr e sem perceber escorregou em uma
casca de banana, machucando o cotovelo e a perna. Sentido fortes dores a
polícia chega e o interroga, não podendo mais fugir daquela situação. Apesar de
muito assustado, ficou chateado, porque perdeu a oportunidade de fazer sua
prova. É conduzida a delegacia para maiores esclarecimentos, pois pensavam que
estava fugindo. Coitado. Que manhã difícil.
O perigo de ajudar.
Por Sidney Ornellas
Após uma noite de
insônia, Antonio abre seus olhos depois de um pequeno cochilo, verifica as
horas no relógio de cabeceira e decide levantar-se, afinal já eram seis da
manhã duma segunda-feira e tinha que trabalhar, segue rumo ao banheiro,
olhando-se ao espelho reparando nas suas olheiras de uma noite mal dormida. Ele
escova os dentes e lava o rosto.
Cadáver sortudo.
Por Susane Fernandes
A madrugada ia passando
e Carla se deparava em um quarto silencioso, frio, escuro na qual temia em
ficar sozinha, pois a mesma perdera o sono na calada da noite, por alguns
minutos, segundos ou até mesmo por horas, Carla cochila... Tempos
depois acorda e lentamente abre os olhos ao olhar no relógio
de cabeceira são 3:00 da madrugada,
mesmo com medo decidi levantar-se e vai ao banheiro escovar os dentes, lava o
rosto com aquela água gelada que representava o seu medo de ficar sozinha, de repente ouve a campainha da porta tocar, enxuga-se as pressas e sai do banho. Morava em um sobrado e ao sair do banheiro andando pelo corredor escuro, pois acabara a energia elétrica, ao descer as escadas, a cada passo de um degrau não sabia o que a esperava! Caminhando até a porta olha pelo olho mágico e nenhum movimento de pessoas! Apenas a rua deserta, muito vento e a chuva caindo. Mesmo não sabendo quem era, destranca a fechadura e abre a porta, no entanto vê um homem caído na soleira e todo molhado... É quando ela pensa: O que é isso? Que pergunta é essa? Claro que só poderia ser um cadáver, né. Ou ela achou que seria um ator que tocava a campainha pra ensaiar uma peça teatral? Quando percebe que se deparava com um cadáver a sua porta Carla desmaia... Minutos depois acorda e sem saber o que fazer chora, chora, chora, como se o choro pudesse ressuscitar o morto, quando Carla para de chorar percebe que ela é a única pessoa que pode ajudar o cadáver apesar de não ter mais vida, corre o olhar em torno e constata que não há ninguém para ajudá-la, abaixa-se e toca o homem com dedos, que está todo ensanguentado, sente que o corpo está frio e rígido, ainda assim, verifica sua pulsação e nada consta, pois já não tem mais vida, foi-se dessa para melhor ou para pior, ou seja, percebe que é um cadáver, Carla corre para o telefone e rapidamente disca 190 para a central de policia e avisa que há um cadáver na sua porta, os policiais mandam uma viatura ao local para averiguar se realmente o homem está morto, o mesmo é constatado e sem documento de identificação o homem será sepultado como indigente, Carla espera sentada ao lado do cadáver o carro do IML chegar. O carro chega e ao levar o cadáver Carla acompanha e se responsabiliza pelo cadáver para que o mesmo tenha um sepultamento digno.
E CADÁVER SORTUDO, HEIM...

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