Este blog faz parte das atividades do PROGRAMA PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CONTEMPORANEIDADE – 2012, oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Os colaboradores do blog são professores que participam desse curso e que têm a intenção de “juntos” difundir à outros, o gosto pela leitura.

sábado, 3 de novembro de 2012

Crônica: O cadáver e a casca de banana.

A manhã estava quente e aquele jovem adormeceu em cima de muitos livros em sua escrivaninha. Acordou assustado com o barulho do despertador e bem sonolento, foi ao banheiro escovar os dentes, passou uma ligeira água em seu rosto. Foi até a cozinha e sem coragem para fazer um cafezinho, restou-lhe como opção tomar café requentado, pois estava morto de cansaço de tanto estudar. Pegou sua mochila, observou o relógio, esta um pouco atrasado. Destrancou a porta e ao abri-la, leva um grande susto. Ficou branco, pálido, o coração disparado, começou a tremer e sem entender, olhou incrédulo  aquele homem deitado bem próximo de sua porta, de expressão fria, olhar parado em cima de seu rosto. Perguntou-lhe então: - O senhor está bem? Como ninguém responde, resolveu tocá-lo e, ao sentir o corpo daquele homem frio começou a gritar. O grito chamou a atenção de seus vizinhos que resolveram ver o que estava acontecendo. Entrou novamente em seu apartamento e ligou para a polícia. E todos perguntavam o que havia acontecido. Ao sair, não sabia responder. Constrangido, meio atrapalhado, lembrou que tinha que dar um jeito de sair dali rapidamente, pois sua prova começava em 10 minutos e ainda tinha que pegar um ônibus para chegar ao colégio. Não podia esperar a chegada da polícia, já que estava de exame em outras duas matérias e apesar de sentir muita compaixão por aquele homem, nada mais podia fazer para ajudá-lo. Resolveu então sair de fininho para que ninguém achasse que o culpado fosse ele, afinal só conheceu aquele homem naquele momento, nada sabia dele, nem muito menos como foi parar em sua porta. Resolveu então correr e sem perceber escorregou em uma casca de banana, machucando o cotovelo e a perna. Sentido fortes dores a polícia chega e o interroga, não podendo mais fugir daquela situação. Apesar de muito assustado, ficou chateado, porque perdeu a oportunidade de fazer sua prova. É conduzido a delegacia para maiores esclarecimentos, pois pensavam que estava fugindo. Coitado. Que manhã difícil.

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