Este blog faz parte das atividades do PROGRAMA PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CONTEMPORANEIDADE – 2012, oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Os colaboradores do blog são professores que participam desse curso e que têm a intenção de “juntos” difundir à outros, o gosto pela leitura.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CRÔNICA: UM CADÁVER NA MINHA PORTA

Devia ser mais um dia comum, de uma pessoa comum... De uma manhã comum... Exceto pelo cadáver em frente à minha porta!!!

Como isso pode acontecer comigo? Justo comigo? Uma pessoa que nem lê os jornais, nem vê telejornais exatamente para não saber das coisas violentas que acontecem no cotidiano desta cidade, não tão comum assim...

E o relógio? Parece que parou... Quanto tempo faz que liguei para a central de polícia? Duas horas? Uma hora? Não, apenas cinco minutos se passaram.

O que devo fazer? Ficar olhando para o defunto para ver o que ele faz? Bobagem! Fugir é que não vai... E se algum vizinho passar e ver? Vão chamar a polícia, achar que eu matei... Acho que vou colocá-lo para dentro de casa.

Abro a porta em um impulso. Fico com medo de olhar. Uma voz interior avisa: é melhor não mexer em nada, vai que tem digitais....Pior ainda: e se o morto se levanta? Ai, ai... Que medo. 

Dou uma olhada de relance e vejo: ora, ora, até que o rosto é bonito; um pouco pálido, talvez, mas é bonito. Como posso achar bonito um morto? Tudo bem! Vamos pensar: o que eu fiz até aqui?

Acordei com o despertador, lavei o rosto e ouvi a campainha.

Espere aí! Morto não toca campainha... Quem será que tocou? Ou o morto morreu naquela hora, ali, coladinho na minha porta???

Ai, ai... Mas voltando a retrospectiva...

Atendi a porta. Vi o defunto e... entrei em PÂNICO: gritei, pulei, chorei, andei em círculos e formei um buraco no meio da sala. Tapei o buraco, respirei fundo, me acalmei e fiz a única coisa lógica até então: chamei a polícia. Acho que tudo isso demorou uns... 500 minutos, mais ou menos...

Bem, o jeito é esperar... Acho que vou tomar um banho... o morto não vai sair de lá mesmo...

Ah... olha a sirene da polícia. Vou abrir a porta e...

Quase morri do coração:  do lado de fora a minha turma agrupada gritando Halloween...

Não deu outra...

Entrei em PÂNICO: gritei, pulei, chorei, andei em círculos e formei um buraco no meio da sala. Tapei o buraco, respirei fundo e sai correndo feito louca, com uma vassoura na mão, atrás dos meus amigos engraçadinhos...

Um comentário:

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