Sentar na casa da
fazenda da minha tia-avó, nas tardes de inverno e de verão, comendo pipoca,
milho com manteiga na brasa, bolo de fubá ou bolinho de chuva... E ouvir as
estripolinhas que Monteiro Lobato fazia enquanto criança, contando como foi a
infância, as artes, as disputas e a imaginação que ele tinha desde cedo, foram
as primeiras inspirações para o universo dos livros. As crianças se reuniram
e ficávamos horas, sem perceber, nos encantando com estas tardes. Ela
fazia fantoches e, com a sua habilidade em costurar e a voz mansa em falar,
contava e recontava as histórias extraordinárias. Podíamos dizer que a Jovina
era a própria Dona Benta.
Depois, um pouco mais
para frente, os livros foram apresentados para nós que devorávamos as letras,
sem entendê-las, enquanto alguém, uma tia, um primo, um avô lia os desenhos que
se formavam aos nossos olhos. A coleção completa de Lobato eu li, sem desenhos,
ou melhor com mais ou menos 4 desenhos por livro em preto e branco, logo que
aprendi a ler. São momentos mágicos que estão na minha memória. Comprei em
julho a nova edição do livro “Emília no País da Gramática” para verificar as
mudanças que foram feitas para a reedição e estou encantada com os
desenhos.
Além deste momento há
um outro que merece destaque: quando fiz a minha primeira comunhão ganhei um
livro da minha madrinha: Pollyana. Que lindo... passei a ver o lado bom e
positivo das coisas, e até hoje procuro usar este ensinamento na minha vida.
Meus filhos já leram e também pediram para dar de presente para amigos... Vale
a pena relembrá-lo. Depois foi publicado Pollyana Moça, que, apesar de não ser
tão atrativo como o primeiro também merece a leitura.

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